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Este texto é baseado no vídeo “Compressores: Entenda seus Plugins “. Nele, eu conto para você como interpretar a interface gráfica dos plugins de compressor, destacando cada uma das funções que eles apresentam e como devem ser utilizados.

Eu decidi fazer este texto, principalmente por conta da variação grande de tipos de interface de cada um dos compressores. Então este material pode servir como base para quem está começando. Vamos ao texto!

Fala galera, tudo beleza? O material de hoje vai ser bem prático, detalhando elementos específicos presentes em cada um dos plugins de compressor e como eles funcionam. Este texto também vai ajudar quem utiliza o periférico analógico original, já que muitos dos plugins de compressor possuem interface baseada na versão original do periférico.

Antes de tudo, é importante que você entenda como funcionam os parâmetros do compressor, se quiser conhecer mais sobre este assunto, confira este vídeo bem bacana que conta com uma descrição detalhada do funcionamento de cada um dos parâmetros.

 

Conheça os diferentes Plugins de compressor

 

• FairChild

fairchild

Uma das versões mais famosas de emulação, o FairChild 670 é feito pela Waves e apresenta um dos melhores resultados em termos de compressão em Vari Mu. Ele tem como característica um ganho de threshold ligado com um imput gain, dando mais controle para quem está utilizando. Ele tem também um controle específico para o attack e o release com o botão de “time constant”, apesar de depender em partes do material que entra pelo imput do compressor.

Para aumentar o attack ou o release, a melhor utilização para ele realmente será na posição número 1, já nas outras configurações o attack vai ficar mais rápido e o release mais lento proporcionalmente até a posição 4. Na posição 5 o release já passa a ser extremamente longo e na posição 6 o release se torna de múltiplos picos. Ele é bastante utilizado para quando você possuir vários transientes que tocam em pouco espaço de tempo, fazendo com que ele reaja melhor com um release lento. Por fim, temos um controle de nível de amplificação de saída, o que não altera o comportamento das outras configurações do compressor em si.

 

• FG-116

fg-116

Para este exemplo, eu vou utilizar uma versão diferente, o FG-116. Ele conta com opções similares ao 1176, mas sem a opção de ativar o modo all in, com todos os ratings selecionados. Este compressor é bem similar ao FairChild que mencionei anteriormente, a maior diferença aqui, fica por conta do  Attack e release, que podem ser controlados individualmente.

Existe também um botão Mix, que controla o quanto do sinal será comprimido e quanto do sinal não vai ser processado pelo compressor. E o Sidechain HighPass filter é um filtro para o detector do compressor, desta forma ele vai fazer o compressor reagir a frequências mais graves, filtrando elas para a entrada do detector do compressor. Além disso, nós temos aqui uma opção para trocar por dois tipos de circuito, um mais moderno e outro mais antigo.

Importante notar que estes dois botões, tanto o mix quanto o sidechain HP só estão presentes no plugin do compressor, não fazendo parte da versão original. Alguns outros botões e posições podem ser diferentes na versão original, por isso, sempre verifique antes de utilizar.

 

• TRS VC 670

trs vc 670

Também emula o FairChild 670, mas possibilita regular a compressão de cada um dos lados de maneira independente. As outras funções são bem parecidas com os outros plugins de compressor que eu mostrei anteriormente.

 

• DBX 160

dbx 160

Conta com um controle de Threshold que utiliza um detector em RMS, em milivolts, dando uma sensação quase nostálgica, já que era assim que o sinal era medido antigamente. Observe que o “compression” neste compressor se refere, na verdade, ao ratio. E por fim, nós temos o “output gain”, que é o ganho de saída, assim como nos outros plugins de compressor.

 

• SSLCOMP Stereo

sslcomp

Funcionamento bastante semelhante aos anteriores, com as denominações dos knobs bem claras. Ele conta com controle individual de todos os aspectos, incluindo ratio e o attack. Aqui o attack é controlado em milissegundo com uma variação que vai de 0.1 até 30 milissegundos. O “Make Up” aqui é similar ao Output gain dos Plugins de compressores que vimos anteriormente.

O botão analog, presente na parte inferior do plugin, faz uma emulação da amplificação e distorção harmônica presente na versão analógica do compressor. E o botão Fade Out, faz exatamente o que o nome sugere, criando um fade out em determinada parte da música.

 

• TRS White 2A

trs white 2a

Como você pode perceber, este compressor conta com uma interface bem diferente. Para começar, o “peak reduction” tem uma função similar ao controle de threshold de outros compressores que vimos, já que o ratio, tempo de release e tempo de attack são definidos de acordo com o material que entra. O botão “gain”, tem a fução similar ao output gain dos outros compressores que vimos. O “gain reduction” é utilizado para definir o lado do headroom, facilitando assim a visualização do seu “meter”. Existe também o botão para limitar e comprimir, que faz uma pequena variação do ratio do compressor.

 

• Compressor

compressor

Um dos plugins de compressor mais fáceis de entender, com todos os knobs bem especificados. O botão “Look ahead” possibilita que o compressor antecipe a característica do material que está por vir e entenda o que deve ser comprimido. O botão “auto” também pode ser utilizado para definir o attack e release para automático. Clicando no botão “adaptive” o próprio compressor vai fazer pequenos ajustes com relação ao attack e o resease de forma automática.

Existe também um botão “auto” próximo ao knob gain. Este é uma opção bem útil, já que ele mantém a mesma amplitude para a entrada e saída sem alterar muito as características.

 

• RCompressor

rcompressor

Este é um dos plugins de compressor que possui algumas características interessantes. Ele pode variar entre “Electro e Opto” fazendo com que este compressor varie entre as características de VCA, como os compressores mais modernos ou com as características de um compressor óptico. Ele também pode variar entre Warm, que é uma amplificação valvulada e o Smoth que não conta com tanta amplificação. Além disso existe a opção ARC que controla o release de maneira automática.

Estes foram alguns exemplos práticos para você observar as principais diferenças na interface e também nas utilizações de cada um dos plugins de compressor.

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