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Toda semana com conteúdos sobre áudio, música e produção musical.

No texto de hoje, falaremos com quem está começando a mixar e ainda não está satisfeito com seus resultados. Por causa da minha experiência com mixagem, consigo pontuar quais os deslizes mais frequentes de quem está iniciando na área. Para evitar a sensação de fracasso na mixagem, abordaremos três erros bastante comuns para que você também aprenda a identificá-los.

O texto é baseado no vídeo “3 ERROS que fazem sua MIXAGEM ser um FRACASSO“, disponível no canal da OSSIA no Youtube.

 

1. Acreditar que tudo seja equalização

O primeiro erro é achar que tudo seja “culpa” da equalização. Muitas vezes, as pessoas tem algo embolado em regiões da faixa de frequência. Seja sub-grave, grave, médio-grave, médio, médio-agudo, agudo ou hiper-agudo. Com isso, quem está mixando acaba inserindo vários filtros e “picotando” tudo. Pois ela acredita que assim, vai chegar no lugar desejado para corrigir o que está irregular.

No entanto, nem sempre é essa a solução e aí que mora perigo do fracasso na mixagem. O mix bus comprime todos os canais de acordo com a amplitude que os sinais possuem. Sendo assim, é comum os problemas acontecerem nos graves e nos sub-graves. Isso porque eles necessitam de muita amplitude para que, em nível RMS, possam mover os auto-falantes de acordo com o comprimento de onda das frequências.

Essa amplitude maior faz com que o detector dos compressores seja mais atuante. O que significa que ele vai entender que tem mais sinal entrando e vai comprimir todos juntos. Com isso, os graves vão continuar na mesma e o sinal vai ser comprimido por completo.

Na maioria das vezes, nesses casos, você pode simplesmente baixar o volume dos canais onde há a frequência dos graves e dos sub-graves, como bumbo, tom, baixo, sintetizadores e afins.

Geralmente você vai precisar do equalizador. O que não significa que você tenha que ficar escavando o equipamento e acabando com os timbres. Você vai cortar um pouquinho – 3 dB aqui, 6 dB ali e, por vezes, se estritamente necessário ou para fins artísticos, irá fazer cortes mais drásticos. Porém, isso não pode ser algo que acontece a todo momento e em todos os canais com frequências graves.

Outra saída é utilizar um compressor multibanda. Com isso, essa compressão multibanda pode atuar mais nos graves, segurando-os independentemente das outras faixas de frequência. Você também pode utilizar um filtro para o detector do compressor, assim ele não terá muita atuação sobre as frequências mais graves.

Com isso, o risco do fracasso na mixagem começa a diminuir, mas há outros cuidados que você deve tomar.

2. Ficar perdido no meio da mix

Você está mixando mas não sabe direito o que está fazendo? Falta organização. Se você sabe o que precisa fazer em cada momento e consegue se localizar, você está no caminho certo.

Se falta organização na sua mix, você pode dar uma olhada neste vídeo que talvez a gente possa ajudá-lo a encontrar um rumo para sua mixagem.

3. Mixagem sem personalidade

O terceiro problema bastante encontrado é o trabalho sem emoção ou personalidade. É comum que quem esteja mixando, foque demais no balanceamento e na linearidade da música. E assim, acabe falhando em transmitir a mensagem para quem está escutando.

Balancear é muito importante, mas é necessário que se tenha um objetivo específico na construção da música. A voz faz tal coisa, explode em tal momento, aplica tal efeito, insere automações e etc. O que você espera que o ouvinte sinta com a música, deve ser mais forte que a sensação de que a música está bem balanceada.

Não tenha medo de ousar para que a emoção da faixa seja transmitida com clareza, afinal é esse o diferencial que você deseja passar.

O texto te ajudou a identificar quais os erros mais comuns que podem levar ao fracasso na mixagem e como corrigi-los? Fique atento ao blog da OSSIA, pois traremos cada vez mais dicas de como melhorar a sua produção na mixagem de som. Uma delas é o eBook: Filtros e Equalizadores, que você pode baixar gratuitamente.

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