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E agora que você já tem o tema da sua música, como escolher os timbres e instrumentos que farão parte da sua obra?

Na continuação do vídeo “Criando uma Trilha Sonora“, Edilson Dourado mostra qual processo usa na criação dessa obra para um filme hipotético. Acompanhe no Canal do Youtube da OSSIA:

Esta escolha é muito importante para criar a base das próximas etapas do seu processo, mantendo a coerência da sua obra.

Definindo os Timbres

Lembre-se: criar músicas, assim como qualquer outro processo, precisa ser focado em seu objetivo. A trilha que usamos de exemplo para este vídeo é de um filme hipotético de investigação policial, de suspense, com o personagem principal um investigador solitário. Tendo isso em mente, o trabalho é buscar montar o repertório de timbres que ajude a causar estes sentimentos no público.

Com isso, as etapas seguintes ficam muito mais fáceis, seu trabalho mais coeso e melhoram as chances de você atendeu seu público ou cliente.


Partindo do Tema

Para criar os timbres, partimos de um tema, geralmente o tema principal, e criamos um arranjo para ele. Com isso, podemos definir os timbres dentro desse arranjo, o que ajuda a manter a coerência e o foco do trabalho.

Os timbres foram definidos na ordem:

  • Piano – Onde o tema principal foi composto, já possui uma sonoridade coerente com os objetivos da composição;
  • Sintetizador – Para ajudar na ambientação do piano, foi adicionado o primeiro sintetizador.

Acompanhamento

Criada a ambientação e definido o tema principal, partimos para a próxima parte:

  • Cordas – São uma boa sessão para acompanhamento e são, tradicionalmente, muito usadas em filmes, séries e outros;

Um ponto curioso: como a performance dos músicos de cordas pode ser contínua, diferente das madeiras e dos metais que ficam sem fôlego, esta sessão ficou historicamente popular para acompanhamentos.

Preenchendo

No caso desta composição – e de várias outras – é normal sentir a necessidade de preencher o arranjo com mais elementos. Depois de vários testes, a escolha aqui foi:

  • Trompa (french horn)

E esta etapa é um exemplo do porque escolher timbres juntos facilita os testes e ajuda na coesão. Este é o motivo de criarmos este post dedicado a esta etapa, inclusive!

Reforçando a Mensagem

Agora que já temos os principais timbres definidos, para ajudar a causar as sensações e sentimentos que esta música precisa, foi usado:

  • Sintetizador Rebatido – Remetendo a Investigação e Mistério;
  • Percussão – Sem muita necessidade rítmica para essa obra, o foco foi mais em textura.

Os próximos passos

Agora que foram definidos os timbres, é possível ser muito mais assertivo em suas escolhas e acelera o processo criativo, e tirar o melhor do seu tempo! A coesão, como já foi comentado, também é mantida.

Não deixe de ver referências! Elas ajudam muito na tomada de decisões de composição, afinal, é claro, compor não é nenhuma ciência exata. =)

Com tudo isso completo, os temas são o próximo desafio!

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1 Comentário

  1. Dan

    Boa noite, matéria muito boa, parabéns.

    Responder

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