BLOG OSSIA

Toda semana com conteúdos sobre áudio, música e produção musical.

Este texto foi escrito com base no vídeo “Entrevista com O Metaleiro” e faz parte de uma série de entrevistas “crosstalk” feitas pelo Alwin Monteiro.

O Metaleiro tem um canal no YouTube com mais de 500 mil inscritos e posta novos vídeos duas vezes por semana, sempre nas terças e quintas. Em seu repertório de música estão versões Metal de trilhas de Games e Animes, sempre com uma pitada de humor. Além disso, O Metaleiro conta com composições de músicas próprias que podem ser encontradas também no canal do Bonde do Metaleiro no YouTube ou no Spotify.

Entrevista com O Metaleiro

 

Você acabou de tocar em Curitiba, vi as fotos do show e estava bem cheio. Conta um pouco mais sobre os seus shows e o que você tem feito?

O Metaleiro: Eu frequento muitos eventos de animes e lá eles realmente abraçam a ideia do personagem, o pessoal se diverte muito. Esse show de Curitiba contou com mais de 1000 pessoas e foi muito bom. Recentemente eu lancei o Funk do Harry Potter versão Metal, e não esperava muito da música. Mas na hora que eu anunciei que iria tocar, a galera foi a loucura, parecia até show dos Beatles.

Essas versões eu considero como músicas descartáveis, em um período de dois ou três meses elas já começam a perder o efeito. Depois disso eu acabo removendo elas do repertório de música do show.

Como é o processo de trabalhar com estas versões? Você faz o licenciamento e depois grava cada uma delas?

O Metaleiro: Se eu esperar a autorização da gravadora e do selo, eu acabo perdendo o hype da música e o artista já está lançando outro trabalho e ainda nem comecei a produção do primeiro. Por isso eu não lanço estas versões no Spotify, já no YouTube eu faço a publicação delas e se o artista não aprovar eu removo imediatamente, o que já aconteceu com algumas músicas.

Eu tive que remover do canal uma versão que era baseada na música do Roberto Carlos por exemplo, e eu não recebi nem aviso do YouTube, foi diretamente o advogado dele entrando em contanto.

E quanto às suas músicas originais, como você faz para produzir este material para Spotify e outras plataformas?

O Metaleiro: As músicas autorais é algo que eu gosto muito e faço de coração. Procuro sempre tocar com o pessoal que me acompanha de outras bandas que eu já tive. Nós já tocamos HardCore, Metal, Reggae, Cover, enfim, um pouco de tudo.

Por fim chegamos em um formato que agradava toda a banda e montamos a “Quase Dois” que fez shows por toda Florianópolis. Depois disso veio a “Mamilos Molengas” que mais tarde se tornou o “Bonde do Metaleiro”, mas na verdade é tudo uma coisa só. Fomos nos moldando aos poucos para chegarmos onde estamos hoje.

O Bonde do Metaleiro tem dois álbuns lançados, o primeiro nós gravamos aqui mesmo em Florianópolis com o Alexei Leão, um trabalho muito bom e uma ótima produção. E o segundo foi lá no Tellus Estúdio no Rio de Janeiro. É muito bom você entrar em um estúdio e focar no seu próprio trabalho, neste segundo álbum foram 45 dias direto, só gravando. Eu sempre sonhei em um dia fazer isso e já entrei no estúdio com todas as músicas compostas e gravei todos os instrumentos sozinho. Além disso eu trabalhei um pouco na parte de mixagem. Claro que a parte final eu entreguei para os técnicos de som, mas eu participei de todas as etapas da criação do álbum.

Já as versões Metal eu faço praticamente sozinho por sete anos. Agora eu tenho um parceiro em Minas Gerais que faz a mixagem. Alguns instrumentos ele já grava de lá mesmo e depois nós juntamos tudo. Está sendo uma parceria muito boa e tem me ajudado muito.

Então as versões Metal você grava no seu Home Studio mesmo?

O Metaleiro: Isso, estas versões Metal servem mais para engajamento, trazer mais público para os shows e para a divulgação do meu trabalho. Mas elas só servem para aquele momento específico, depois de um tempo elas tendem a morrer. Já o repertório de música autoral tende a durar muito mais, talvez para sempre.

E como é o seu processo de criação? Você que faz todos os arranjos ou a banda participa junto?

O Metaleiro: Todas as bandas que eu fiz até hoje eram basicamente uma sociedade entre todos os integrantes, geralmente quatro pessoas pensando junto e focadas no projeto. Mas o grande problema é que se uma pessoa não pode mais participar a banda acaba morrendo aos poucos. Como eu não aguentava mais me dedicar à um projeto só para ver ele acabar, optei por fazer algo diferente. Eu fiz a banda para o meu personagem e contrato meus amigos para gravarem eventualmente.

Agora por exemplo, estamos começando a gravação do terceiro álbum. Eu chamo o pessoal que já participou comigo em outras bandas e pessoas que estão interessadas em participar do projeto. Foi a maneira que eu encontrei de fazer uma banda de um homem só e envolver meus amigos.

O mais legal é juntar o pessoal em uma banda que nunca vai terminar. Hoje eu vivo só da música e do personagem, mas eu pretendo levar O Metaleiro para o resto da vida. Mesmo se um dia eu precisar trabalhar em outra coisa, eu certamente vou continuar com o personagem em paralelo.

Conclusão

Durante a entrevista O Metaleiro comenta sobre seu Home Studio e como ele auxilia na gravação e criação de seu repertório de música e em suas versões Metal.

Se você também tem interesse em criar seu próprio estúdio musical em casa, conheça nosso Manual do Home Studio. Com mais de 70 páginas o e-book ensina você a criar um Home Studio profissional, melhorando a qualidade da sua captação, aprendendo detalhes relacionados à mixagem e produção musical.

manual home studio

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *