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Toda semana com conteúdos sobre áudio, música e produção musical.

Você está começando a mixar músicas e acaba se perdendo em meio ao processo? Falta uma certa “manha” de produtor? Quer aprimorar seu trabalho?  Nós vamos te dar cinco dicas bem especiais de como você pode melhorar o resultado da sua mixagem.

Texto baseado no vídeo “5 Dicas Para Mixar Melhor”, disponível no canal da Ossia no Youtube.

A ideia do tema veio porque as pessoas confundem uma série de conceitos e acabam atravessando alguns processos por causa disso, então vamos às dicas.

 

1. Organize o seu projeto

Sabe os vários instrumentos virtuais que ocupam o processamento e a memória RAM com mídias e plugins insertados de forma confusa? Finalize sua produção e vá para a mixagem com stems – arquivo de áudio com o comprimento perfeito da música.

Às vezes, ao exportar estes stems, a informação MIDI vai até determinado ponto nas tracks, mas o áudio continua seguindo depois. O recomendado é que você deixe um espaço – de acordo com o andamento e os compassos da música – no começo e no final das tracks. Portanto, basta deixar a opção “snap grid” ligada e, assim, o espaço que não corte o início ou afete o final do export.

Outra coisa importante: se você estiver trabalhando com edição de áudio, finalize todas elas para depois rumar para a mixagem. Se você estiver com muito melodime, tempo ou correções em aberto,  isso lota o processador. O que gera uma bagunça no seu workflow, dificultando o trabalho de mixagem, tanto o seu quanto do processador.

Nessa parte do processo, cheque se há algum problema de fase e corrija-o; leve os stems da mixagem sem problemas críticos para a próxima etapa. Isso permite que você possa se concentrar no workflow da mix.

 

2. Encontre o ponto de partida

Na hora da mixagem, não aja com afobação, insertando, mexendo no equalizador sem ter o mínimo de planejamento prévio. Escute a música como um todo, com calma, para entender quais elementos são mais importantes na emoção da música. E então, faça deles seus pontos de partida. Se o groove for o mais importante, comece com a sessão de percussão; ou o lead vocal que brilha numa parte crucial do refrão, você começa por lá – e assim por diante.

Entenda o objetivo central da música para você saber exatamente aonde está indo. Se você não compreende a emoção necessária para o fonograma final, não faz sentido tomar decisões sem direção. Para tal, é importante saber o papel de cada elemento na track, o que ele agrega à música em termos de emoção. Assim, se você consegue perceber como eles se conectam pela forma, você agirá de forma mais objetiva e rápida.

 

3. Aja com objetividade

Você precisa ter ciência do “porquê” e “para quê” você está fazendo tal ação – ou seja, razão e finalidade. Não basta utilizar plugins, primeiro saiba o que você espera dele, qual seu intuito com a inserção dele na música. Ela precisa disso? Cada processo é diferente do outro.

Conheça a obra na qual você está trabalhando e faça cada movimento dentro da mixagem com parâmetros de finalidade estabelecidos .

 

4. Estabeleça o seu workflow

Com isso, você define melhor o que está fazendo em cada momento da mix, se está ouvindo para analisar cada problema e quais soluções você arranjará. Descubra se você já tem um chain (cadeia de sinal) montado, ou seja, com processadores pré-estabelecidos para determinado gênero. Muitos engenheiros possuem um chain com patchbay, mixers analógicas e periféricas,  mudando alguns parâmetros a depender da mix.

No seu workflow, você tem que transformar seus passos em processos. Exemplo: “estou ouvindo, encontrei os problemas e vou agir sobre eles”. Assim, você começa a estabelecer o equilíbrio geral da música, que não é apenas um balanço, mas também uma definição de qual vai ser o ponto principal no quesito emoção. Se você definiu que deve começar pelo refrão, é por lá que será feito o primeiro balanço geral.

E para fazer isso, entenda como cada um dos processadores de sinal funciona e qual característica eles trazem à track. Se você vai colocar, por exemplo, uma compressão de paralelo na caixa, saiba por que você faz isso e qual a diferença que aquele compressor específico pode fazer na mix.

Depois de feito o balanço geral, você começa as passadas de automação. Dessa maneira, você agirá com mais organização.

 

5. Obtenha conhecimento

Provavelmente a dica mais importante de todas. Você deve obter uma base sólida de conhecimento para poder agir de  forma intuitiva, respondendo rapidamente a tudo que a música precisa. Isso porque é exatamente essa a resposta emotiva que as pessoas vão ter quando ouvirem.

Se ficar pensando demais sobre onde fazer as alterações na track, você não agirá intuitivamente para equalizar a música de forma rápida. Portanto, se já tiver esse processo e seu chain organizados, você pode agir com intuição e criatividade, produzindo uma mix melhor a cada dia.

Como informação nessa área nunca é demais, obtenha mais orientações baixando o e-book: Bits e Mixagem In The Box e bom trabalho!

 

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