BLOG OSSIA

Toda semana com conteúdos sobre áudio, música e produção musical.

Para uma música chegar ao resultado desejado, é necessário que se una forças na parte da composição, da produção e da mixagem. Muitos artistas têm o desejo de realizar sua própria mixagem, mas será que isso é realmente recomendado? No texto de hoje, vamos analisar os diversos fatores que envolvem essa decisão. Ela não é tão simples quanto parece. Você vai conhecer os benefícios e malefícios de se fazer a mixagem do próprio som.

O texto é embasado no vídeo “Seja dono da sua própria mixagem”, disponível no canal da Ossia no Youtube.

 

Tomando a decisão: o que você se propõe a fazer?

Contratar um profissional especializado em mixar ou em produzir é sempre uma decisão acertada. Claro, para isso você vai precisar colocar na ponta do lápis o seu orçamento e todos os fatores envolvidos no lançamento dessas obras. Você é artista, produtor musical, engenheiro de mixagem ou mais de um deles? Você precisa decidir aquilo que se propõe a fazer.

Como no mercado nacional ainda não se tem uma formalização muito grande das funções e das atividades relacionadas à produção fonográfica, decidir qual foco se ter é sempre uma tarefa difícil. No entanto, é praticamente impossível realizar todas essas atividades com igual maestria. Geralmente, uma pessoa que se especializa em fazer uma ou até duas dessas atividades tem uma proficiência maior em relação a uma pessoa que quer fazer todas.

 

Questões financeiras

Quase sempre, quando se está começando, não se tem um orçamento muito grande para que se contrate um engenheiro de mixagem e um produtor musical. Por isso, é importante que você planeje o seu negócio, para que sua escolha beneficie os fatores decisivos do mesmo.

 

Entendendo o processo

A mixagem, na maioria das vezes, é uma tarefa importante para sua carreira, seja ela qual for. Você consegue chegar a um nível bacana estudando e adquirindo alguma base de áudio e de música. A partir disso, você consegue produzir e mixar um bom fonograma para que as pessoas consigam conhecer o seu som – as famosas “demo”.

Existe uma prática muito comum na indústria chamada de “Rough Mix”. Ela é uma mix bruta, a qual o produtor ou o artista fazem para que seja entregue ao engenheiro de mixagem. A partir das orientações do guideline dessa rough mix, o engenheiro vai elaborando uma mix mais completa e mais impactante.

 

O seu papel nisso

Se você está começando agora e não sabe exatamente qual dessas atividades quer desempenhar é necessário, com conhecimento básico de áudio e de música, fazer algumas tentativas na mixagem. A partir disso, você vai entender quais as variáveis presentes no processo de mixagem, qual tipo de material é melhor para ser entregue ao engenheiro de mixagem e o que ele pode fazer com o que você entregou a ele. Do contrário, será mais complicada a comunicação entre você e o engenheiro de mixagem. Com isso as coisas acabam ficando bastante confusas e pouco objetivas, pois você não conseguirá transmitir a ele a estética pretendida no resultado final.

Portanto, se você quer ser dono de sua própria mixagem, você precisa estudar áudio, música e mixagem, mesmo que você não venha a ser um engenheiro de mixagem. Ter conhecimento de áudio é fundamental para desempenhar qualquer atividade dentro da produção fonográfica.

 

Enriqueça sua mixagem

Caso você se veja como artista, que gosta de ser um performer e estar em cima do palco, é necessário que você se posicione de forma muito clara quanto a isso. Para isso, você precisará de outras pessoas para colaborar com seu trabalho. O seu trabalho é primordialmente performar bem, estar bem sobre o palco. Logicamente, também é importante participar dos arranjos, da produção e da mixagem. Mas, para que o seu resultado seja tão bom quanto o desejado, é necessário se unir a pessoas qualificadas e especialistas em outras funções necessárias para sua composição. Afinal, pessoas diferentes carregam bagagens diferentes e trazem novas influências para o som que está sendo mixado.

 

O cenário atual

Dentro do espectro de artistas profissionais, praticamente nenhum vai mixar a própria música. Basta uma breve análise no mercado musical brasileiro para chegar a essa conclusão. No entanto, é sim necessário praticar e fazer as rough mix para que se consiga orientar o engenheiro de mixagem sobre qual o resultado pretendido para aquele som. Então, se você como artista quer ter controle sobre sua própria obra para que o resultado dela seja o mais adequado, você precisa entender um pouco de mixagem.

Agora, se você quer se tornar engenheiro de mixagem, é uma atividade que precisa de muita prática. É necessário:

  • entender bastante de áudio;
  • ter um ouvido aguçado; e
  • escutar com muito critério cada detalhe de cada som e sempre buscar evoluir.

 

Conclusão sobre fazer a própria mixagem

As duas grandes vantagens em fazer a própria mixagem são:

  • aprender sobre áudio e mixagem;
  • conseguir se comunicar melhor e entender os fatores envolvidos no processo de mixagem.

Há também uma desvantagem: caso você não possua grande experiência e conhecimento na área, sua música pode não ficar bem mixada, se você não unir forças com um especialista no assunto.

 

Depois de entender que ser artista exige muito, é importante refletir sobre o quanto vale acumular mais uma função. Fazer a própria mixagem do álbum seria realmente adequado? Um engenheiro de mixagem não traria um resultado mais esperado ao som? Agregue ao trabalho, sabendo um pouco dos fatores envolvidos na mixagem. Mas, não tente ocupar um espaço que não seja aquilo que você se propõe a fazer.

 

Material gratuito

Nessa busca por conhecimento, nosso Glossário de Áudio vai te ajudar a entender mais sobre cada termo dentro envolvendo mixagem.

 

 

Um grande abraço,
Alwin Monteiro

 

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *