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Toda semana com conteúdos sobre áudio, música e produção musical.

Ao mixar voz, é fundamental entender quais ferramentas servem aos diferentes propósitos estéticos e que atuam de acordo com os diferentes materiais originais de áudio.

Neste vídeo, mostrarei minha técnica de compressão múltipla em paralelo, e como busco encontrar o balanço “timbrístico” a partir da mistura dos 3 compressores usados.

Compressão Múltipla em Paralelo na Voz:

Vejo muitos vídeos de engenheiros colocando um monte de equalizadores, fazendo filtros e comprimindo diretamente no insert do canal da voz. Muitos outros engenheiros preferem, primeiramente, encontrar o seu balanço timbrístico já nessa técnica, usando as diferentes características dos compressores em paralelo para chegar a uma sonoridade “natural” e presente.

A ideia é extrair uma “cor” diferente dos compressores em paralelo. Isto, uma vez que cada um deles possui características próprias do circuito, que se modificam de acordo com a configuração de cada parâmetro.

Mixando Voz com Compressão Múltipla: Como começou?

Essa técnica teve início com a compressão em paralelo e com a abordagem do produtor David Khane. Ele realizava sends para diferentes compressores e os returns destes compressores para os diferentes canais. A proposta era a mesma: extrair as diferentes cores de cada compressor. Michael Brauer, engenheiro de mixagem e amigo de Khane, adotou um procedimento semelhante em sua mixer da SSL e a partir daí usou sua técnica, diferente da de Khane, em diversos álbuns famosos como por exemplo o Violet Hill do Coldplay.


Minha Técnica – endereçamentos e plugins:

A técnica que uso tem como referência essas duas técnicas. As grandes diferenças são a estrutura de ganho (trabalho 100% in-the-box), e a escolha dos compressores.

Os características que modifico para atingir minhas escolhas de sonoridade da voz são: resposta de frequência, presença e profundidade dinâmica e distorção harmônica.

De maneira simples, realizo três mandadas em paralelo (sends) para compressores e junto todas suas saídas em um único canal, chamado Vocal Blend. Elas são:

  1. Emulação do Teletronix LA-2A, da IK Multimedia é o primeiro compressor em paralelo do chain (da esquerda para direita);
  2. Native Instruments / Softube VC 160, emulação do dbx 160; e o
  3. Waves PuigChild 660, emulação do Fairchild 660.

A principal questão é entender o conceito e aplicar, escolhendo cada um dos compressores que farão parte do seu chain. Cada caso é um caso, e, através dessa técnica, você pode obter diferentes sonoridades. Experimente variar a quantidade de sinal da saída de cada compressor no blend, balanceando com a saída do vocal track.

Faça suas experiências, teste e envie suas dúvidas e comentários. Nos vemos no próximo vídeo! 😉

Um abraço,

Alwin Monteiro

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1 Comentário

  1. Lourival

    Fala Alwin.
    Seus vídeos tem me ajudado muito, muito mesmo, vc explica de uma forma simples e leve, e ainda por cima descontraída, o que facilita 95% o aprendizado! Obrigado por compartilhar com a gente todo esse seu conhecimento! Muito obrigado!

    Agora, uma pergunta: tem algum vídeo seu, em que você ensina a fazer esses sends, na mesa, ou na DAW, como você disse que envia o canal de voz para cada canal de compressor… Ainda ficou meio confuso isso pra mim, tem algum vídeo sobre isso? te agradeço! Abraço.

    Responder

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  1. MIXANDO VOZ #2 – Compressor LA-2A - Ossia - […] nosso post da semana passada, MIXANDO VOZ #1 – COMPRESSÃO MÚLTIPLA, você viram que diversos fatores nos fazem definir quais ferramentas…

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