MIXAGEM – O que é? Como Funciona?

No post de hoje vamos falar sobre o que é mixagem e em qual etapa do processo de produção fonográfica ela se encontra. Para isso, precisamos dar uma olhada na sua história: onde começou e como se desenvolveu pela história da música. Confira mais em nosso vídeo:

Existem diferentes etapas e diferentes processos de produção musical, mas todos eles tem a mesma finalidade: trazer emoção e experiência ao ouvinte. Com a mixagem não é diferente.

O Que é Mixagem

Tecnicamente, mixagem é a soma das diferentes informações de áudio fixadas em algum meio. Do ponto de vista artístico e prático da produção fonográfica, podemos pensar a mixagem como a arte de contribuir com o discurso emotivo da música através desta soma.

A partir deste ponto de vista, podemos comparar o engenheiro de mixagem ao compositor, ao arranjador e ao orquestrador. Todos constroem parte do discurso que faz a obra ser eficiente em sua função: transformar o estado emocional do seu público.

História da Mixagem

Se olharmos a mixagem desta forma, podemos enxergar os engenheiros de gravação da “era mecânica” já executando essa função. Eles trabalharam dinâmica, frequência, reverberação e tudo o que era possível trabalhar através de meios mecânicos na própria gravação.

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Engenheiro de Mixagem / Gravação na “Era Mecânica”

Tudo mudou com o surgimento da gravação elétrica, quando foi possível processar o sinal elétrico de áudio com alguns dispositivos eletrônicos. Logo em seguida, na década de 40, surgiu a gravação multipista em fita. Com ela, os instrumentos foram gravados em diferentes fitas que eram somadas. Daí surgiu o termo “mix” que logo foi “abrasileirado” e chamado de mixagem.

Quando Devo Começar a Mixagem?

O que o Engenheiro de Mixagem precisa para começar seu trabalho são stems, que são informações de áudio digital ou analógico. Eles são o resultado do trabalho do Editor de Áudio, que seleciona os melhores takes gravados e faz os ajustes necessários para que estejam prontos para mixar. Hoje, trabalhando no computador, é comum uma mesma pessoa fazer diferentes etapas do processo, como a produção, edição de áudio e a mixagem. Se este for seu caso, aí vai umas dicas:

Para quem mixa in-the-box, é importante evitar misturar etapas. Quando começar sua mixagem, certifique-se que não há nenhum instrumento virtual ocupando espaço de processamento ao invés de plugins de efeito*.

*Os instrumentos virtuais são parte da Etapa de Produção, quando estamos produzindo timbres e criando arranjos. Claro, não há regras, mas geralmente batemos em limitações técnicas (geralmente do processador do seu computador). Em especial em uma mixagem muito robusta com muitos canais, você vai precisar separar bem as etapas.

Outra questão muito importante na mixagem digital é o controle de latência do seu driver de áudio. Para realizar a soma dos canais – o mixdown, você vai precisar de um buffer size maior. Isto é, ao mixar, procure aumentar a sua latência e dê tempo para que o processador do seu computador consiga realizar os processamentos e a soma de canais.

Estou Mixando, e Agora?

Independente de trabalhar com mixagem analógica, híbrida ou digital, a função da mixagem é contribuir com a emoção da música. Tenha isso em mente. Muitos pessoas tem uma concepção distorcida da mixagem, se referindo a ela como ferramenta para balancear as coisas e, na verdade, ela vai muito além disso.

Se você é artista, tome cuidado com a postura de “só quero alguém que faça o que eu quero com a música”. Pela natureza do trabalho, é comum o engenheiro de mixagem ter passado por diversas músicas, as vezes de diferentes estilos. Dê valor e trabalhe em conjunto com este profissional. 🙂

Para você engenheiro de mixagem, por diversas vezes vai se deparar com a situação onde deixar as coisas “meio desbalanceadas” cumprirá exatamente a função que você quer. Pense artisticamente ao mixar!

Um abraço!

Alwin Monteiro


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