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Diversos critérios são levados em conta na hora de escolher um headfone para mixagem. É importante ter atenção ao que é mais necessário para o momento atual da sua capacidade de produção, de modo que o custo-benefício seja o seu principal norte. A maioria dos equipamentos são de marcas importadas, mas ainda assim podemos encontrar dentre estes modelos bem acessíveis no mercado.

 

 

O ideal é sempre poder contar com um par de headfones e um bom par de monitores de áudio, pois assim você irá simular mais amplamente a qualidade do som que será ouvida pela audiência. Porém, muitos que estão caminhando na construção do seu primeiro home studio ainda não possuem o orçamento para a aquisição de monitores e, inclusive, de um tratamento acústico. Em virtude disso, optar primeiro por um headfone para mixagem pode ser a melhor saída.

Portanto, vamos aprender quais os principais fatores que irão guiar você na escolha do headfone para mixagem ideal!

 

Aspectos do headphone

A principal sensação que você terá ao mixar com um headfone em vez de um monitor de áudio é em relação ao “paneamento”. Enquanto que nos monitores o seu ouvido esquerdo consegue receber parte do som que sai da caixa da direita e do que também é refletido nas paredes — no ambiente em geral, o headfone elimina essas peculiaridades, restringindo os ouvidos a escutarem o que sai apenas dos respectivos canais em contato, seguindo a relação esquerda à esquerda e direita à direita.

Atualmente, já existem plugins crossfeed que procuram emular essa sensação causada pelos monitores de áudio nos headfones. Um bem recente e já popular é o desenvolvido pela Waves, o NX Virtual Mix Room.

 

Circunaurais

Headfones circunaurais são os tipos que cobrem toda a orelha e geralmente possuem qualidade de acabamento e de som melhores. Estes são os preferidos para uma mix. O aspecto negativo aqui seria mesmo em relação à sua portabilidade, já que são fones muito grandes para constantes deslocamentos.

 

Supra-aurais

Os supra-aurais apenas ficam sobre as orelhas, deixando-as à amostra. Não possuem a mesma capacidade de isolamento e monitoração que o circunaurais, em compensação costumam ser mais baratos. Dificilmente você irá encontrar fones deste tipo com impendância alta, o que os caracterizam mais como equipamentos de reprodução para serem conectados a smartphones e outros dispositivos móveis.

 

Intra-auriculares

Outro exemplo são os fones intra-auriculares. Eles possuem uma borracha na ponta que permite limitar a saída de ar e encaixar de forma muito mais precisa no ouvido do usuário. Por conta disso, a movimentação é reduzida ao mínimo fazendo com que a transmissão de ondas sonoras seja mais otimizada, além de eliminarem muito o ruído externo. Vêm sendo bastante populares com músicos que monitoram suas performances ao vivo.

 

A palavra-chave é “precisão”

Você vai encontrar modelos de headfones mais voltados para gravação, outros para monitoramento e mixagem em estúdio ou até ao vivo. Um headfone para mixagem deve ser capaz de reproduzir o som em sua forma mais natural possível. Isso implica em manter um equilíbrio das frequências graves, médias e agudas. Além disso, precisa prover a você a simulação de diferentes ambientes possíveis. Afinal de contas, sua audiência não irá ouvir a música como você ouve, em uma sala totalmente tratada acusticamente.

A principal determinante aqui é a palavra “precisão”. Sua busca por um headfone deve ser pautada no critério daquele que soa “preciso” e não do que soa “melhor”. O modelo K240 da AKG, por exemplo, é excelente para mixagem e pode sair por um preço bem acessível. Já o Beats Pro e o Sony MDR7506 não são os ideais para a sua mix pelo fato de possuírem graves e agudos mais presentes.

 

Impendâncias

A regra geral funciona da seguinte forma: impendância é basicamente uma medida de resistência elétrica. Quando se fala em impendância de saída, a principal função é para proteger o equipamento de problemas no circuito elétrico.

Para não termos que recorrer aos cálculos matemáticos, vou direto ao ponto e explicar o que você precisa saber sobre impendância em um headfone para mixagem. Headfones de impendância baixa (menos do que 25 ohms) conseguem entregar um alto nível de qualidade sonora em equipamentos com uma amplificação fraca, como por exemplo celulares.

Os headfones de impendância alta (de 25 ohms para cima) demandam mais para poder entregar altos níveis de qualidade sonora. Em compensação suportam maiores níveis de amplificação, resultando em um som com mais volume e ao mesmo tempo mais claro, sem saturações.

 

Resposta de frequência

Outra alteração motivada pela impendância do headfone é referente à resposta de frequência. Por conta disto a impendância de saída do pré-amplificador é normalmente até oito vezes mais baixa do que a impendância de entrada dos headphones. Minimizando efeitos de desequilíbrio de graves e agudos.

Headfones que possuem uma variação de 33 ohms a 100 ohms podem entregar um bom volume. No entanto, se estiverem ainda conectados a um amplificador, como o Schiit Audio Magni 3, irão deixar tudo mais interessante. Isso dá nitidez ao som.

 

Sensibilidade

Outro fator que está relacionado à impendância é a sensibilidade do headfone. No entanto, ainda é muito relativa ao equipamento que você irá utilizar para reproduzir o som. A sensibilidade refere-se a quão alto um headfone reproduzirá em um certo nível de potência. Acontece que os fabricantes não são muito consistentes quando classificam a margem de sensibilidade, tornando a impendância uma medida mais segura de se guiar.

 

Total Harmonic Distortion

Aqui cabe uma curiosidade. Ela diz respeito a uma medida que sempre vem ali na embalagem esprimada perto da impendância e a sensibilidade. Trata-se da THD (Total Harmonic Distortion). Isso é a quantidade de distorção não desejada que um headfone para mixagem pode vir a ter no processo de reprodução do som. A maioria dos headfones de hoje possui números irrisórios como 0.1% ou 0.08%, ou seja, nada para se preocupar.

 

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Um abraço,

Alwin Monteiro

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