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Toda semana com conteúdos sobre áudio, música e produção musical.

Você sabe a Diferença entre Produtora, Gravadora e Editora?

Está é mais uma separação importante na indústria da música, por isso preparamos este vídeo para explicar melhor:

Editoras e Gravadoras são empresas que trabalham junto de artistas na construção de suas carreiras. Produtoras são empresas que prestam serviço de áudio para as mais variadas necessidades. Vamos ver mais?

Produtora de Áudio

Produtoras de áudio são empresas que prestam serviço de áudio para publicidade (jingles, spots,…), para filmes, para jogos, entre outros. Elas podem prestar desde serviços simples, como uma locução de 30 segundos em um comercial, até trabalhar com um compositor e entregar uma trilha sonora para um filme, suas falas e todos os sons e ruídos que nós vemos.

Produtoras de áudio muitas vezes são chamadas de estúdios, pois muitas vezes a prestação de serviços de áudio está relacionada à estrutura física, tratamento acústico, isolamento, equipamentos e profissionais da área presentes em estúdios de áudio.

Agora, se falarmos de obras musicais e fonogramas, segundo a Lei 9610, “XI – produtor – a pessoa física ou jurídica que toma a iniciativa e tem a responsabilidade econômica da primeira fixação do fonograma ou da obra audiovisual, qualquer que seja a natureza do suporte utilizado;”. Sendo assim, segundo a lei, o produtor é quem faz o investimento para levar da música ao fonograma ou vídeo. Por isso, é fácil relacionar a Produtora de Áudio à Gravadora.


Gravadora ou Produtora Fonográfica

A Gravadora é a empresa responsável por ir da música ao fonograma, passando pelos diferentes processos de produção musical. (Veja mais sobre os processos de produção musical)

Esta é a parte que fica confusa: ela pode executar a produção ou contratar uma produtora de áudio! O importante é que ela seja a responsável financeira por essa produção. Também é importante separar bem a produtora de áudio – empresa, do produtor musical – profissional.

No final das contas, não se atenha demais aos nomes. O que é realmente importante entender é que a produtora/gravadora é a empresa que torna a música um produto que pode ser consumido pelo público (fonograma), enquanto quem administra as obras musicais –  obra intangível – é a Editora. Falaremos mais sobre este assunto quando discutirmos sobre divisão de receita em direitos autorais.

Editora

A Editora é a empresa que coordena a produção e distribuição de obras. Vamos falar do caso de músicas. =)

Ela trabalha com (e muitas vezes é a mesma empresa) a Gravadora/Produtora. Seu trabalho é garantir que as obras gerem receita e ela faz isso através da promoção/divulgação e através das negociações dos direitos, através de licenciamentos e sincronizações. Veja o que a Lei 9610 diz: “X – editor – a pessoa física ou jurídica à qual se atribui o direito exclusivo de reprodução da obra e o dever de divulgá-la, nos limites previstos no contrato de edição;”.

Também é responsabilidade da Editora distribuir os valores de direitos que receber do órgão de arrecadação, o ECAD. Vamos falar mais sobre isso em nosso próximo material.

Exemplo

Imagine que eu criei minha música e acredito que ela tenha potencial de mercado. Eu posso buscar uma Editora ou seguir um caminho independente. O passo seguinte é produzir a obra, gerando um fonograma. Tendo o fonograma, é hora de divulgar e atingir os fans e aí o seu negócio começa!

A música é algo incrível e não tem quem não goste, não é? Agora, se você quiser levar como negócio e viver de música, é importante conhecer o processo, seus responsáveis, suas formas de financiamento e receita, seus custos e público alvo. Continue atendo aos nosso materiais, envie suas dúvidas, leia as leis e compartilhe o que você aprendeu, assim conseguimos fortalecer a indústria da música no Brasil.

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CARREIRAS-NA-PRODUÇÃO-MUSICAL

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9 Comentários

  1. Caio Cesar

    Boa tarde!
    Eu tenho dúvida:
    Eu componho, mas ainda não registrei minhas letras e arranjos na biblioteca/escola de música. Pra que eu leve essas minhas músicas à editora, eu preciso que seja feito esse registro antes, ou no próprio momento de filiação, a editora me permite também registrar?

    Responder
    • Felipe Balestrin

      Olá Caio,

      Primeiro, desculpe a demora. Costumamos responder mais rápido as perguntas feitas no próprio YouTube. 🙂

      Agora, quanto ao registro das obras: é importante entender que a Biblioteca Nacional, sua Associação e sua Editora são entidades com funções bem diferentes.

      A Biblioteca Nacional: faz o registro oficial da obra. É como uma “patente”, garantindo que a obra é sua. É emitido um documento de registro.
      A Associação: tem a função de te conectar ao ECAD e garantir seu recebimento de direitos autorais e conexos sobre REPRODUÇÃO PÚBLICA. Tanto você, como sua Editora e qualquer outro detentor de direitos deve estar registrado em uma delas.
      A Editora: é responsável por divulgar a obra e tem o direito exclusivo de negociar seu uso. É uma função mais de “negócios”, mas geralmente ajuda o compositor no registro adequado das obras, uma vez que ainda há muita informalidade na Indústria da Música no Brasil.

      Há outros detentores de direitos envolvidos, como o Produtor Fonográfico, que patrocina (investe o dinheiro) a fixação (gravação, produção musical) da obra, gerando o fonograma. Os músicos participantes, o intérprete do fonograma, arranjadores, letristas, entre outros. Todos devem estar registrados em uma Associação, mas só a composição precisa ser registrada na Biblioteca Nacional.

      É isso, Caio! Espero ter ajudado e sucesso com suas obras!
      Felipe Balestrin

      Responder
  2. Allan

    Caio, boa tarde!

    Sobre distribuição de valores.
    Se eu sou produtor fonográfico independente e todos os custos com o fonograma obviamente são meus, e eu pago um produtor musical e ele coloca na música um instrumento e contratamos também um músico para colocar outro instrumento. Ambos já estão recebendo pagamento pelos serviços, eu os paguei. É obrigatório que eles façam parte como músicos na distribuição de valores arrecadados pela execução da música? ou o fato de ter contratado eles apenas para aquele fim, já é o suficiente e eu não preciso incluir eles no ISRC?

    Responder
  3. Raissa

    olá, sou advogada e estou com o seguinte caso: O autor pagou a um estúdio de gravação para que produzissem o fonograma de suas letras. Quando a produção fonográfica ficou pronta, o produtor quis registrá-la e denominou ele próprio como produtor fonográfico. Acreditamos que isto não está correto, uma vez que quem arcou com as despesas foi o próprio autor/compositor e intérprete das músicas. O produtor poderia ter feito isso? Agiu corretamente?

    Responder
  4. Pedro

    Olá,
    uma dúvida simples: se na “cadeia” de arrecadação e distribuição dos direitos autorais a editora vem abaixo das Associações e do próprio ECAD, na prática a única diferença entre uma Associação e uma Editora é que a última tem o direito/dever de divulgar e negociar a música? Fico pensando qual a real necessidade de uma editora, dependendo do modo como utilizo a minha música… Ela seria “dispensável”?
    Muito obrigado!

    Responder
  5. Arivaldo Brito dos Santos

    BOM DIA, ANJOS MUSICAIS!!!

    Por favor, me informem: estou fazendo algumas gravações com musicas da minha autoria todas devidamente registradas, e pagando por todos os custos, mas o maestro arranjador e dono
    do estúdio, recusa-se em me fornecer os playbacks, ( cd sem voz )
    somente com o arranjo ) e mesmo eu alegando e tendo mostrado
    que em outros estúdios que fiz arranjos musicais, me foi entregue uma fita DAT, com as gravações com e sem voz, ele insiste em não me entregar, dizendo que, lá é diferente. Ele tem esse direito; ou é obrigação dele me fornecer os playbacks.

    SENDO POSSÍVEL, POR FAVOR, ME RESPONDAM POR E-MAIL.

    MUITO OBRIGADO

    ATENCIOSAMENTE

    ARIVALDO BRITO

    Responder

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