Como Montar Meu HomeStudio + Infográfico!

O Vídeo desta semana é sobre Como Montar Meu HomeStudio! Com tudo que você precisa saber e como escolher cada coisa! Confira:

Além disso, fizemos este infográfico e um material adicional para vocês aprofundarem: Veja as principais peças que você precisa ter no seu home studio e a maneira correta de ligá-las!

por dentro do home estúdio

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pc

Computador

Apesar de todos os equipamentos dedicados somente ao áudio, como interfaces e microfones, o que vai dentro do gabinete de seu desktop ou de seu notebook é fundamental se a intenção é ter um sistema que rode sem problemas ou lentidão. O ideal é ter um computador dedicado somente ao áudio, pois outros softwares podem ocasionar lentidão ou conflitos nos drivers de áudio.

As principais partes do seu computador:

processador

  • CPU: O processador é a alma do seu home studio. Consiga o melhor processador que seu dinheiro pode comprar. Caso você consiga um “top de linha”, não precisará trocá-lo por anos e poderá fazer upgrades em outros componentes, como a memória ou o HD. A configuração mínima aqui é um equivalente a um Dual-Core (2,3gHz), que é o que os softwares de áudio pedem. Se quiser trabalhar com muitas tracks ao mesmo tempo, muitos efeitos e instrumentos virtuais, tente conseguir mais do que o mínimo. Pesquise os pré-requisitos dos softwares que vai usar.

memória ram

  • Memória RAM: os softwares de áudio, principalmente instrumentos virtuais e efeitos, consomem muito esse recurso. Memória demais nunca atrapalhou nenhum computador. Verifique o modelo de sua placa-mãe e que tipo de memória ela usa para evitar incompatibilidade. Confira novamente os pré-requisitos dos softwares e plugins que deseja usar. 6GB de memória é uma configuração mínima aceitável para o uso caseiro, do tipo DDR2 ou DDR3.

disco rígido

  • HD: Tenha bastante espaço para armazenamento. Lembre-se de que áudio digital de alta qualidade consome bastante espaço. Uma boa ideia é ter um HD (ou partição do mesmo) para o sistema operacional e softwares, e outro HD (ou partição) somente para os arquivos de áudio.

Interface de áudio:

ligando-a-interface-de-som

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  • Entradas e saídas (I/O): Dentre todas as características das interfaces de áudio, as especificações das entradas e saídas são as mais importantes para um home studio. Geralmente, as salas disponíveis para construir ou adaptar um home studio são pequenas e a maioria das estações de gravação caseiras lidam com poucos instrumentos, gravando um de cada vez. Portanto, é de extrema importância que as entradas de sua interface sejam versáteis e que conectem diferentes instrumentos e dispositivos. Existem três tipos básicos de entradas e saídas:
  • Entradas e saídas de linha: Sinais que possuem uma tensão maior e com impedancias específicas. Comuns em saídas e entradas de equipamentos, como mesas e interfaces de áudio profissional e dispositivos caseiros de som, como celulares, aparelhos de som, DVDs e etc.;
  • Entrada de instrumento: Entradas para guitarra, baixo e outros instrumentos, com tensão menor e impedância maior;
  • Entrada de microfone: Entrada para microfones diversos;
entradas de placa de som

Entradas de microfone, instrumento e linha da audiobox 1818VSL

ligações

conectores ts e trs

      • TS e TRS: Mais conhecidos como “P10” e “P2”, estes cabos e conectores (jacks) são usados para entradas e saídas de instrumentos e outros dispositivos. Cada entrada e saída deste tipo pode, dependendo do funcionamento do equipamento, enviar os seguintes tipos de sinal:
        • sinal balanceado: sinal com menos ruído e com mais intensidade;
        • sinal stereo não balanceado: dois sinais pelo mesmo cabo;
        • sinal não balanceado: sinal único (mono) e mais suscetível ao ruído e à interferências.

cabo xlr balanceado

      • XLR: Popularmente chamado de “canon” estes cabos e conectores são usados para diversos equipamentos, inclusive microfones. Cada entrada e saída deste tipo pode, dependendo do funcionamento do equipamento, enviar os seguintes tipos de sinal:
        • sinal balanceado: sinal com menos ruído e com mais intensidade;
        • sinal stereo não balanceado: dois sinais pelo mesmo cabo.

 

Impedância: De maneira simples, é a resistência gerada por todos os componentes do circuito. Lembrando que como o sinal elétrico de áudio tem tensão variável, os componentes respondem com uma resistência também variável.

        • impedância de entrada: impedância do receptor do sinal “observada” de fora pelo emissor, ou seja, a impedância da entrada que recebe o sinal;
        • impedância de saída: impedância do emissor “observada” de fora pelo receptor, ou seja, a impedância do dispositivo ou instrumento que envia o sinal.

 

Entendendo esses termos, cabe a você identificar a impedância de saída de seu instrumento e garantir que ela não sobrepuje a impedância de entrada de sua interface. Sempre cheque o manual. Isso acontece principalmente com guitarras, baixos e outros instrumentos plugados diretamente na placa (não microfonados). Caso a interface tenha uma impedância menor que a do captador, ocorrerá perda de ganho e de agudos, fazendo com que a guitarra soe com pouco sustain parecendo “morta” ou “seca”. Para evitar isso, a interface deve ter uma opção para instrumentos de alta impedância (high-Z, inst/line). Outra opção é usar um Direct Box, que diminuirá a impedância do sinal e também balanceando-o no processo.

pre amplificador e phanton power

  • pré-amplificadores: quanto melhores forem, melhor a qualidade do seu sinal, e consequentemente, do resultado final. Existem pré-amplificadores diversos para diversas funções. A indústria os classifica em classes A, B, C ou D. A maioria das interfaces vem com um pré-amplificador classe “A”, mas se a que você procura não vier com um, procure um “classe A” versátil e que dê conta das suas gravações;

 

  • phantom power: normalmente, há o uso de microfones condensadores, portanto cheque se existe a opção phantom power, que fornecerá a corrente elétrica necessária para esse tipo de microfone.

 

conversor AD/DA:

    • sample rate: quantidade de medições por segundo feitas no sinal elétrico para gerar o sinal digital. Quanto maior seu valor, mais fidelidade de resposta de frequências e timbre terá o som. Mesmo que o arquivo final tenha um sample rate menor (geralmente, com qualidade de CD, 44100Hz), é comum ver estúdios trabalhando com até 192000Hz a fim de obter maior fidelidade no som;

 

    • bit depht: esse parâmetro indica a variação entre o sinal mais intenso e o menos intenso possível. 16 bits fornecem uma variação de 96 dB, enquanto 24 bits (o padrão de gravação em estúdios), 144 dB de variação. Ele determina a quantidade de diferentes dinâmicas que seu áudio terá.

 

monitor de audio

monitores: são o amplificador final e os autofalantes de seu home studio. Eles devem ser o mais fiéis possível. Por fidelidade, entenda não valorizar demais alguma frequência, buscando o máximo de equilíbrio possível entre as intensidades das diferentes frequências. Além disto, devem ter amplificadores e autofalantes adequados para representar as diferentes frequências com definição e com uma real imagem stereo entre as frequências.

 fone para studio

fones: usos diferentes, fones diferentes. Para a monitoração do instrumentista ou vocalista enquanto grava, fones com um bom isolamento são essenciais. Caso contrário, ocorrerá vazamento do som no microfone. Para fones que substituirão os monitores, a mesma recomendação: que sejam fiéis. Observe a impedância da sua saída de fone. O fone deve ter uma impedância compatível, assim você terá o equilíbrio entre as frequências e também o volume que deseja para monitorar.

 

Por fim, nossa sugestão:

eBook: Manual do HomeStudio

 


Texto: Edilson Dourado de Lima Sturmer Klokner

Um comentário sobre “Como Montar Meu HomeStudio + Infográfico!

  • SIM …. É MTO BACANA TODA AS EXPLANAÇÕES, MAS EU GOSTARIA NA VERDADE DE SABER QUAL É O MELHOR CABO PARA SE CONECTAR O NOOTBOOCK A MESA DE SOM, SEJA PASSANDO POR UMA INTERFACE OU SENDO LIGADO DIRETO A MESA DE SOM? A GENTE ACOSTUMA A USAR P2 NO NOOT E MAIS DUAS RCA OU P10 NA OUTRA EXTREMIDADE, CORRETO? E ESTAS ENTRAM NOS CANAIS DA MESA ( r / l ) OU UMA PONTA PARA CADA CANAL TIPO VERMELHO NO CANAL 1 BRANCO NO CANAL 2? DEVE SE USAR OU FAZER UM CABO xlr COM p2? DEVE SE USAR OS RCA DA MESA SEM OS p10? qDO SE USA miXER PROFISSIONAL TIPO O MEU PIONEER 850K SAIDA XRL ENTRA NA MESA 2 P10, ESTA É A MELHOR OPÇÃO? OU EU DEVERIA NA OUTRA PONTA ENTRAR COM XLR TAMBÉM? USAR PLUGS STEREOS OU MONOS NA OUTRA PONTA DO CABO E EM QUAL CANAIS DA MESA ESPETA-LOS? ALVIM DISSE, CABOS P2 COM AS DUAS PONTAS COM RCA OU MESMO ADAPTADOS COM P10, SÃO CASEIROS, ENTÃO QUAL O MELHOR CABO PRA SE USAR? GERALMENTE INTERFACES ENTRA NO NOOTBOOCK, usb, EU TENHO UMA AUDIO TRAKTOR 10, ELA É USB, COM SAIDAS RCA QUE ENTRAM NO MIXER RCA E NA SAIDA DO MIXER SAEM XLR? MAS NO FINAL DO CABO PARA A MESA, ENTRA P10? MEUS AMIGOS GOSTARIA DE SABER DE VCS A MELHOR OPÇÃO OK, DESDE JA FICA O MEU ABRAÇO E AGRADECIMENTO! ‘ ALVIM TU SABE MUITO BROTHER, PARABÉNS PELA INICIATIVA AE DE DIVULGAR PRA NOS OS TEUS CONHECIMENTOS, VALEUUUUUUU 🙂

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